Há uma frase que chama imediatamente a atenção. «Sempre quero superar a mim mesma» — não se trata de rivalidade com os outros, mas de um desafio interno. É assim que Victoria Moldavskaya descreve o seu principal motor de vida.
O seu caminho é um movimento constante. Não por causa de títulos pomposos, mas por um sentimento discreto, porém muito importante: tornar-se hoje um pouco melhor do que ontem. Cada novo projeto, papel ou etapa é uma chance de superar a sua versão anterior.
Neste artigo, tentaremos entender de onde vem essa motivação. Como é essa “vitória sobre si mesma” na prática, na criatividade e na vida. E por que a atitude de “fazer melhor do que no ano passado” acaba sendo mais forte do que qualquer reconhecimento externo.
- Viktoria Moldavskaya Viktoria, conte-nos sobre a sua trajetória na indústria da moda. Como surgiu a ideia de criar a marca? O que torna a marca especial e única?
- Quais são as principais etapas do desenvolvimento da marca que destacaria? O que foi mais difícil e mais importante para si neste processo?
- Recentemente, uma nova boutique abriu as suas portas em Patriarch's Ponds. Por que escolheu exatamente este local para abrir a segunda loja?
- Victoria, como avalia a aparência e o design da segunda loja? Acha que ela será uma concorrente na disputa pelo título de loja mais bonita de Patriarch's Ponds, ou o primeiro lugar continuará sendo da sua famosa boutique rosa?
- O marketing emocional está a tornar-se cada vez mais popular nos dias de hoje. Como é que o aplica na promoção das suas marcas?
- A sua equipa criativa desempenha um papel importante no sucesso das marcas. Como encontra e seleciona as pessoas para a sua equipa? Quais são as qualidades mais importantes para si?
- Fale sobre a sua abordagem à criação de conceitos criativos para novas coleções e campanhas. Onde é que encontra inspiração?
- Que novas tendências na indústria da moda tem observado?
- Como mantém o equilíbrio entre criatividade e sucesso comercial? O que é mais importante para si a longo prazo?
- Que projetos e objetivos estabelece para si mesma no futuro próximo? Que novas ideias e direções de desenvolvimento planeia implementar?
- Victoria, o que aconselharia aos jovens designers e empreendedores que estão a dar os primeiros passos na indústria da moda? Quais foram as principais lições que aprendeu ao longo da sua carreira?
Viktoria Moldavskaya Viktoria, conte-nos sobre a sua trajetória na indústria da moda. Como surgiu a ideia de criar a marca? O que torna a marca especial e única?
A marca de roupa era um sonho antigo meu e, em 2021, depois de juntar a quantia necessária, decidi avançar. CHOUX significa «couve» em francês e reflete ao máximo a particularidade da marca: todas as nossas peças combinam perfeitamente entre si e servem de base para a sobreposição de camadas, que eu adoro.
Quais são as principais etapas do desenvolvimento da marca que destacaria? O que foi mais difícil e mais importante para si neste processo?
No início, pensámos entre uma marca multimarcas de designers coreanos e uma marca própria, mas decidimos ficar com a última opção. Decidimos imediatamente abrir uma loja física, porque é muito importante poder experimentar as roupas.
A certa altura, a marca começou a crescer e foi um processo bastante complexo: cumprir os prazos do calendário da moda, criar coleções com antecedência, expandir a equipa de produção. Mas já nos habituámos a estar em fase de crescimento constante.
Recentemente, uma nova boutique abriu as suas portas em Patriarch's Ponds. Por que escolheu exatamente este local para abrir a segunda loja?
Patriarch's Ponds é, de certa forma, um local emblemático. No ano passado, abrimos lá a loja VIVA LA VIKA, e isso representa um certo status e um vetor de desenvolvimento que estamos definindo agora, ao abrir a CHOUX exatamente nesse local.
Nova loja CHOUX
Victoria, como avalia a aparência e o design da segunda loja? Acha que ela será uma concorrente na disputa pelo título de loja mais bonita de Patriarch's Ponds, ou o primeiro lugar continuará sendo da sua famosa boutique rosa?
Sempre quero superar-me e fazer melhor do que fiz há um ano; melhor do que fiz ontem — por isso, acredito sinceramente que a nova loja CHOUX vai conquistar os corações e surpreender a todos. Todos os nossos fornecedores criaram algo assim pela primeira vez, gastámos muito tempo, nervos e dinheiro para que tudo desse certo. Agora, todas as apostas estão nela.
O marketing emocional está a tornar-se cada vez mais popular nos dias de hoje. Como é que o aplica na promoção das suas marcas?
O nosso produto, redes sociais, lojas e até mesmo a nossa embalagem — tudo é voltado para as emoções. É importante para nós criar uma sensação de magia, celebração e uma experiência memorável em cada contato com a marca. Afinal, só nos lembramos daqueles com quem temos emoções fortes.
A sua equipa criativa desempenha um papel importante no sucesso das marcas. Como encontra e seleciona as pessoas para a sua equipa? Quais são as qualidades mais importantes para si?
Para mim, é prioritário que as pessoas não se limitem a fazer o seu trabalho, mas que se entusiasmem com os nossos valores e ideias comuns. E também que sejam ousadas e não tenham medo de fazer coisas completamente loucas. Eu sou assim e é importante para mim que eu e a equipa estejamos em sintonia. A decisão final na escolha de cada funcionário para a equipa de marketing é minha — e aqui tem de haver uma correspondência
Fale sobre a sua abordagem à criação de conceitos criativos para novas coleções e campanhas. Onde é que encontra inspiração?
A ideia pode surgir no chuveiro, na loja ou antes de dormir — não há um ritual ou abordagem específica. Mas, para que as ideias sejam geradas, preciso cuidar do meu estado mental e físico, olhar para coisas bonitas e obter novas experiências em viagens — tudo como todo mundo. É importante saber descansar para que os recursos sejam repostos atempadamente e possam produzir algo surpreendente.

Que novas tendências na indústria da moda tem observado?
Gosto muito da tendência de personalização, que estamos a usar ativamente nas nossas marcas. E, claro, a tendência das experiências, por isso abrimos lojas assim: para que o efeito surpresa seja a primeira e maior emoção. Nesse sentido, a Gentle Monster e a Tamburins são uma inspiração absoluta para mim, com a sua abordagem fantástica ao espaço, ao marketing e ao produto.
Como mantém o equilíbrio entre criatividade e sucesso comercial? O que é mais importante para si a longo prazo?
Não criamos criatividade pela criatividade — é importante manter o equilíbrio. Por isso, tudo funciona de forma integrada e sem desvios para um lado.
Que projetos e objetivos estabelece para si mesma no futuro próximo? Que novas ideias e direções de desenvolvimento planeia implementar?
Em breve, vamos abrir uma loja conjunta da CHOUX e da VIVA LA VIKA em São Petersburgo, e todos os esforços após a inauguração em Patrikas serão direcionados para lá. E, claro, continuamos a desenvolver a vertente internacional: por exemplo, recentemente, a marca lançou um site internacional e um armazém na Europa para entregas rápidas e confortáveis.
Viktoria Moldavskaya não fala sobre os seus rivais, mas sobre si mesma — a sua principal luta é interna. Para ela, não é importante apenas ser melhor do que os outros, mas superar a sua versão de ontem. Cada dia, cada passo é uma oportunidade de fazer algo diferente, mais honesto, mais forte. Para ela, a vitória não é um prémio, mas uma sensação interior de que está a crescer e a avançar.
Victoria, o que aconselharia aos jovens designers e empreendedores que estão a dar os primeiros passos na indústria da moda? Quais foram as principais lições que aprendeu ao longo da sua carreira?
Confiar na sua própria opinião e não dar ouvidos aos conselhos de ninguém — provavelmente, essa é a lição mais importante.
CHOUX
Na sua entrevista, Victoria Moldavskaya aparece não apenas como uma atleta, mas como uma pessoa para quem a principal rival é ela mesma no dia anterior. A sua história é um exemplo claro de que o verdadeiro crescimento não começa com a busca pelas conquistas alheias, mas com um diálogo honesto consigo mesmo.
A atitude de «fazer melhor do que no ano passado» transforma o caminho numa viagem significativa, onde cada novo objetivo é um passo em direção ao seu máximo pessoal. Essa abordagem elimina o peso da comparação constante com os outros e proporciona uma motivação interna, que acaba por ser muito mais forte do que a externa.
No final, as suas palavras são um lembrete sincero para cada um de nós. O autoaperfeiçoamento, dia após dia, é a vitória mais confiável e digna. A história de Victoria inspira não apenas feitos pontuais, mas um trabalho diário sobre si mesmo, cujos resultados certamente virão.









